quinta-feira, 31 de março de 2011

Codinome beija-flor

"A emoção acabou, que coincidência é o amor, a nossa música nunca mais tocou. Pra que usar de tanta educação? Pra destilar terceiras intenções, desperdiçando o meu mel, devagarzinho, flor em flor. Entre os meus inimigos, beija-flor." A minha vontade era de cantar isso pra ele o dia todo. A cada momento que eu sentia o seu cheiro e a minha pele se arrepiava com aquela respiração suave. Eu o amava, apesar de saber que ainda amo. Cada toque e cada gesto. A sensação vinha e voltava como se fossem ondas pelo meu corpo, era tão físico quanto apaixonado. Era a mistura mais combinada e perfeita entre todas as emoções possíveis.
"Eu protegi o teu nome por amor, em um codinome, beija-flor. Não responda nunca, meu amor, nunca. Pra qualquer um na rua Beija-flor. Que só eu que podia, dentro da tua orelha fria, dizer segredos de liquidificador." Não precisamos torná-lo claro, não é mesmo, meu amor? Por que você não vem mais? Se cada parte do meu corpo ainda chora. Meus olhos são a porta de saída de um rio que se formou aqui dentro, o que queres de mim?
Me deixa sair, meu amor. Me deixa. Que amor é esse? Louco, alucinante, um vício para cada célula do meu corpo. Eu te amava, apesar de saber que ainda amo. Mas, chega pra nós dois, vamos viver, beija-flor.
"Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor, prendia o choro e aguava o bom do amor." E eu sonho ainda porque os teus olhos nunca vão sair das minhas lembranças, que é o que me resta do teu gosto. Eu não sei mais o que fazer, meu amor. Me deixa.
Me deixa ir, que eu te deixo também. Te desinvento, descrio, "despenso". Nem sei até aonde isso é verdade, nem sei até que ponto os teus olhos são do jeito que as minhas lembranças acreditam que são. Nem sei se o "você" que eu conheço é o "você" que existe. Afinal, nem nome tens, meu amor, meu codinome, beija-flor.

Das minhas histórias inventadas, para o mundo. O que se diferencia da minha vida real e de tudo o que anda acontecendo. Um beijo de borboleta beija-flor.

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