sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Músicas que me levam

Make me your love, tonight; oh no, what's this?; você me faz, você me faz tão bem; you don't know how lovely you are; quando eu me solto, seus olhos me veem; aconteceu, sem um raio de luar; where'd you go? I miss you so; nos seus olhos quero descobrir, uma razão para viver; far from home, elephant gun; caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento; lay lady lay; meu amor me deixou, levou minha indentidade; when I was younger, so much younger than today; all over Manhattan; eu procuro um amor, que ainda não encontrei; assim será melhor, meu bem

Embalam, embalam, embalam

Músicas que embalam meu sono, meu sorriso, meus gritos, minha raiva, meu choro, minha adolescência, minha feminilidade, meu orgulho, meu futuro, meu presente, meu instante.
Minha vida.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Redoma de vidro


Ele vivia olhando para ela
Todos os dias, naquela redoma de vidro
Tão bonita, tão delicada ela era
Para ele, quase como uma princesinha
Daquelas de contos de fada
Pequena, frágil, forte, intensa, intrigante, desejada
Ela nem sorria para ele, naquela redoma de vidro
Mas esperança era a palavra mais conhecida de seu vocabulário
E ela era tudo:
Esperança
Desejo
Vingança
Amor
Delicadeza
Uma junção de intrigas
Um paradoxo perante a sua realidade passiva
No meio de tantos vultos
Confusos e gritantes
Que falavam para pegá-la
Feri-la, naquela redoma de vidro
Mas ele não queria, a imponência dela o deixava assustado
A impotência dele, a deixava ferida
Ela queria ser vista, vivida, amada
Mas para ele, naquele momento, era melhor escondê-la
Não sabia como defini-la
Uma confusão de todas as sensações possíveis
Daquelas bem conhecidas mesmo
Que quando juntas, formavam algo estranho, intenso, imenso
Mas, ela sugava a sua vida, naquela redoma de vidro

Resolveu soltá-la

Para que todos vissem:
Esperança
Desejo
Vingança
Amor
Delicadeza
Tudo junto naquilo, tão misturado e novo
Ele quis que o mundo pudesse sentir o que ele sentia
Ela sentiu que poderia sair e uniu todas as suas forças
Enfim, ele quis que todos soubessem
Que ela, a confusão da redoma de vidro
Não tinha, afinal, nome melhor

Do que: paixão.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Morfina da felicidade

Peço desculpa para todos aqueles aos quais já fiz algo errado. Acho que a vida é curta demais para guardar eternamente algo ruim, e que na realidade, foi construído dentro da nossa própria cabeça. Ou alma, talvez. Dentro de tudo o que é belo, existe o desejo de ser mais ainda, mas não precisamos disso. É desnecessário, até inútil se comparado a uma época em que foi um sentimento tão exacerbado.
Digo isso tudo, porque essa semana um grande peso foi tirado da minha cabeça. E foi tão intenso, tão bom, tão... invisível. Apesar de todo o esforço do ser humano para entender o que não vê, para escrever e colocar em padrões científicos. Isso não é necessário, sabemos sentir esses alívios invisíveis e sabemos muito bem quando eles acontecem.
Um pedido de desculpas, uma frase, algo tão ínfimo no meio das tantas palavras que ouvimos diariamente, muda invisivelmente a nossa motivação para a vida, inclusive.
Provavelmente, deve ter alguém no mundo magoado comigo. Talvez algo antigo, subconsciente, eu sei lá. As vezes a gente fala coisas sem sentido para nós, mas que alguns levam uma vida inteira e muitas sessões de análise para esquecer. Ou melhor, para aprender a lidar.
Então, por mais que esse alguém possa não ler isso, peço desculpas. Queria poder compartilhar com toda e qualquer pessoa isso que senti. Um alívio imenso, que mudou algo que eu já havia "aprendido a lidar", mas que me incomodava todos os dias. Obrigada por ter tirado esse peso invisível de mim. E de você, guardarei apenas boas lembranças, não se preocupe.
Pude experimentar o gosto do alívio, da liberdade, do amor. Acho que o gosto da invisibilidade é tudo isso misturado, uma delícia por inteiro. Espero que racionalizem os pesos da cabeça de vocês um dia, e que possam encontrar um caminho para tirá-los daí.

Sintam o alívio do invisível, abusem dele, como uma droga. Essa, sem vício e sem complicação. A morfina da felicidade.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Radicalizando

Fim do ano, os primeiros raios do verão já estão deixando as primeiras marcas de biquíni e as piores queimaduras, na escola, nos bombardeiam com provas, trabalhos e coisas relacionadas à formatura. Diferente de outros anos, eu não senti esse final chegar por causa do cansaço, foi o calor que me fez perceber mesmo... Acho que a emoção de fazer a matricula em uma nova escola, as expectativas para um ano completamente diferente e todas as sensações que eu ando descobrindo agora me impossibilitaram de sentir o típico cansaço de novembro.
Pela primeira vez em 12 anos, eu não recebi o papel de rematrícula da minha escola. Pois é, para aqueles que já se mudaram algumas vezes, isso pode parecer absolutamente normal. Mas, não pra mim. Não mesmo! Eu nunca fiz a minha matrícula em uma escola, conscientemente, digo. Por isso é tão diferente. Espero que seja bom.
Mas, com certeza, no primeiro dia de aula, passar reto pela Sarapiquá vai ser uma das sensações mais estranhas que eu vou ter em toda a minha vida. Mas, eu não quero pensar muito no ano que vem. Preciso primeiro me manter inteira para o final deste, que já está sendo tão turbulento e cheio de novas decisões e informações.
Eu sinto como se estivesse começando uma nova fase da minha vida, e acho que estou mesmo. Me preparo para ela tentando me manter o mais tranquila possível, embora o desespero bata na porta de vez em quando. Vou sentir saudades do meu Sarapiquá, das outras turmas, dos professores, de tudo.
Mas, começar algo novo será muito bom, e é importante para mim. Lembrarei dessa escola como um dos lugares mais importantes na minha vida. Mas, agora, adiante, rumo ao futuro!

Mas, não nego que continuo me confundindo muito no meio dessas emoções todas. Me sinto feliz, nervosa, até a nostalgia vem. Mas, tenho é que respirar fundo, e me preparar para uma nova fase da minha vida. Agora que venha o futuro. Ensino médio, vestibular, faculdade, vida. É gente, nós crescemos.

domingo, 7 de novembro de 2010

Mundo Selvagem


Wild World - Cat Stevens (Skins)

Now that I've lost everything to you
You say you wanna start something new
And it's breakin' my heart you're leavin'
Baby, I'm greavin'

But if you wanna leave, take good care
I hope you have a lot of nice things to wear
But then a lot of nice things turn bad out there

Oh, baby, baby, it's a wild world
It's hard to get by just upon a smile
Oh, baby, baby, it's a wild world
I'll always remember you like a child, girl

You know I've seen a lot of what the world can do
And it's breaking my heart in two
Because I never wanna see you a sad girl
Don't be a bad girl

But if you wanna leave, take good care
I hope you make a lot of nice friends out there
But just remember there's a lot of bad and beware

Baby, I love you
But if you wanna leave, take good care
I hope you make a lot of nice friends out there
But just remember there's a lot of bad and beware


Oh, baby, baby, it's a wild world
It's hard to get by just upon a smile
Oh, baby, baby, it's a wild world
I'll always remember you like a child, girl.