segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Um nada, no meio de todos

Para começar, queria pedir desculpa pela minha falta de comprometimento com o blog nesse mês, pois é minha gente, tá tudo muito corrido agora. Provas em cima de provas, trabalhos, festas, amigos, amidalite, família, show da Gralha Azul (QUE GANHOU O PEPSI MÚSICA 2010 - mas isso já rende outra postagem), texto para a formatura, aula de teatro e tantas outras coisas que enchem e ocupam todos os espaços vagos da minha cabeça.

Fui lembrada, essa manhã, da existência do meu blog pela minha leitora mais especial, minha "filha" emprestada, Laura - o detalhe da longa história é que eu sou o pai, sim, não tinha mais vaga como mãe (mas isso também rende outra postagem) - bom, e foi esse aviso que ficou perambulando no meio das minhas ideias a tarde toda. Saí da escola, almocei em casa, saí de novo, tive atividades a tarde, voltei pra casa, tomei remédio (estou com amidalite, sabem?), jantei, fiz uma dolorosíssima depilação nas pernas, tomei banho e - finalmente - sentei na minha cama para deixar a inspiração chegar. Agora eu espero que ela chegue.

Com um fio de inspiração, já um pouco misturado com o sono, eu resolvi escrever sobre nada, sobre o nada que é tão tudo o tempo todo nos nossos dias apressados. Nunca temos um momento de "nada", se a gente para, a gente pensa, mexe o pé, cantarola uma música. Se a gente corre, anda, dança, bom, é autoexplicativo: estamos correndo, andando, dançando. Não paramos um momento, é vital, é humano. Nosso coração não tem descanso, nossos átrios e ventrículos abrem e fecham controlando o sangue que corre por todas as nossas, mesmo mínimas, veias. Nossa respiração não para, nossa cabeça também.
O tempo não nos espera, uns aproveitam ao máximo cada segundo, outros, tentam congelar o tempo com mil e uma cirurgias e técnicas rejuvenescedoras. Mas, ninguém precisa disso, o tempo é igual pra qualquer um e o "nada" vive no meio disso tudo.
É só mudarmos o nosso ponto de vista, que tudo vira nada, nada é nada nesse universo tão grande. Podemos nos ver como centros da nossa própria vida e do universo que criamos em volta de nós mesmos. Mas, podemos levar essa visão para fora do nosso mundinho, e nos enxergar como seres minúsculos e quase insignificantes que formam juntos, um todo. Um todo de muitos nadas.

Esqueçam, acho melhor eu dormir, antes que minhas ideias - que estão crescendo e se empolgando - explodam a minha cabeça.

Boa noite à todos, e me desculpem por minhas filosofias noturnas e Cecilianas.

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