domingo, 22 de agosto de 2010

Je ne sais pas (parte 4)

Já era tarde e eu estava me preparando para dormir, quando o meu celular começou a vibrar que nem louco em cima da mesa. Fui atrás do som, meio zonza. Olhei, era uma mensagem da Ana: "clara, eu preciso conversar contigo amanhã. bj". OI? O que era isso? Minha melhor amiga falando desse jeito comigo, eu não estava entendendo mais nada e uma raiva da Ana estava aumentando dentro de mim. Que absurdo, eu aqui morrendo de alegria e ela me fala isso!
Demorei para dormir, virei de um lado para o outro até que os meus pensamentos foram se misturando com os malucos sonhos que eu tive naquela noite. Acordei e lembrei da mensagem da Ana, o que serviu como um empolgante tapa na cara.

Cheguei na escola, com o cabelo solto e um pouquinho só de maquiagem. Olhei pra Ana, que olhava para a janela. Olhei pra ele, que olhava pra mim. Ah, parecia que eu tinha ido até o céu e voltado! Como era reconfortante olhar naqueles olhos grandes e verdes. Ele me deu um "oi", e eu respondi com o meu típico "oi" tímido, mas ele sorria e eu sorri também.

O professor entrou, então eu corri para o meu lugar, sentei, tirei meu caderno da mochila e vi que estava escrito de lápis na minha mesa: me encontra perto da cantina. Ana, Ana, por que me tratava assim agora? O que eu tinha feito de errado, para ela me tratar assim? Bom, eu precisava prestar atenção na aula dessa vez e deu certo, o sinal bateu e eu saí da sala.
Comprei um suco na cantina, não estava com fome. E dei uma olhada por perto para ver aonde estava a Ana, mas eu não vi ela. De repente e com força, uma mão segurou o meu braço e tampou os meus olhos, eu não sabia quem era. A pessoa me fez andar um pouco e eu ouvia o barulho sumindo. Paramos, e ela destampou meu olhos, e soltou minha mão.
AH MEU DEUS, ERA ELE, ERA ELE, ERA ELE! Eu não conseguia falar, não sabia se ria, chorava, gritava ou saia correndo. Andei um pouco pra trás e ele sorriu.
- Oi Clara, desculpa te trazer aqui desse jeito, tá? - ele corou de leve.
- Ahn, oi. Não tem problema, mas, por que você me trouxe aqui? - eu não corei de leve, claro que não, só senti minha cabeça fervendo.
- Então, eu te trouxe aqui, porque, ah bom acho que você já deve ter visto todos os bilhetes que eu te mandei na aula. - ele riu, nervoso.
- Quais bilhetes? A única coisa que eu vi, foi um recado escrito na mesa hoje. - Agora eu realmente não entendia mais nada.
- Que estranho, eu te mandei vários bilhetes. Bom, deixa, tá tudo bem.
- Não, mas eu não tô entendedo agora, que bilhe - ele tampou a minha boca com a mão e me deu um beijo, que fez com que eu sentisse e ouvisse tudo o que as pessoas diziam que acontecia no nosso primeiro beijo. Minha barriga gelou, eu ouvi sinos, não consegui pensar em nada, e ouvi uma das minhas músicas preferidas. Bom, essa última parte eu não sei se eu inventei para deixar o momento mais especial, mas, mesmo assim, com ou sem música: FOI PERFEITO.

Continua - Je ne sais pas (parte final)!!

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