quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cinco (intensos) Dias

Essa foi uma semana de tantas e tantas emoções, que já estavam sendo esperadas e programadas há tanto tempo. Segunda-feira, primeiro dia das minhas últimas olímpiadas na escola Sarapiquá, tudo meio frio ainda, cada um descobrindo seus próprios limites.
Nos outros dias, as vezes a raiva subia à cabeça, as vezes uma vontade de chorar gerava algumas lágrimas contidas nos olhos, ou se ouviam apenas gritos, risadas e comemorações.
É uma semana muito intensa, muito disputada e muito aproveitada por todos. Acabamos fazendo novas amizades, as vezes com alguns que nem imaginávamos que teríamos algo em comum. Conhecemos os que estão vivenciando esses 5 dias pela primeira vez, e nos apegamos à alguns que nos parecem tão pequenininhos.
Os mais novos, começam ainda meio tímidos, os mais velhos, tem aquela sede de ficar com o primeiro lugar na sua última olimpíada.

Com certeza tiveram momentos em que deixei as emoções controlarem a razão e agi sem pensar, mas não esqueço os momentos de longos abraços, ou inclusive algo que não me faz esquecer que eu tenho um time inteiro junto comigo, a minha voz, ou melhor, a falta dela.
Disparadamente, essa foi uma das melhores olimpíadas de que eu já participei. Foi sim, a mais trabalhosa e a que mais me deixou cheia de coisas para fazer, mas foi a que eu mais aproveitei e mais participei intensamente de todos os momentos.
Gostaria de agradecer à todos aqueles que tornaram essa semana tão especial, e que não vão sair das minhas lembranças nostálgicas do último dos 12 anos de Sarapiquá: à minha equipe Che, todinha. Aos meus melhores amigos, ao nono ano, aos pequenos que eu conheci melhor essa semana, à Laura, ao João Manoel, aos professores, aos árbitros e à todos os outros que não me vem à cabeça agora.

O objetivo não é fazer um texto clichê e eu sei que essa última parte ficou um pouquinho, mas, eu precisava lembrar de todos eles. Bom, que venha o ano que vem e que venham as olipíadas do ensino médio. Aonde o jogo vai virar, não vou mais ser a mais velha, vou estar na posição de quem terá que aprender muito ainda. Então, espero, e de braços abertos.
Mas, antes de tudo, desejo bons jogos à todas as equipes amanhã, porque afinal, ainda não acabou.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Je ne sais pas (parte 5 - final)

Como tinha sido maravilhoso aquele dia, e como tinha sido infinito aquele beijo. Passei o resto do tempo ouvindo músicas e dançando sozinha no meu quarto. Nem lembrava da mensagem da Ana, mas eu já estava decidida a ir conversar com ela no dia seguinte. Deitei na cama e comecei a pensar nele, ah! como me fazia bem. Atrapalhando meus sonhos, a minha irmã Laura entrou correndo e gritando no meu quarto, ela era mais nova que eu. Tenho que concordar, mesmo sendo minha irmã, ela era muito fofa. Mas, como uma boa irmã mais velha, eu não podia ser lá muito amável:
- Laura, já te disse pra não entrar correndo no meu quarto. O que foi? - A minha grosseria não abalou, nem um pouco, o rostinho empolgado da minha irmã.
- Ai Clara, tem um menino lá fora e acho que ele quer falar com você! - Não, eu não tinha ouvido direito, era ele? Só podia ser, ah o que eu faço?
- Ele quer falar comigo? Tem certeza? Me explica como ele é.
- Ai Clara, que coisa, ele quer falar com você sim. Mas, como você acha que eu vou lembrar? Eu vi por 10 segundos.
- Fala Laura, sei lá, a cor do cabelo, dos olhos, qualquer coisa. - As borboletas da minha barriga, já estavam quase na boca.
- Acho que o cabelo é castanho, ele é alto e tem olhos verdes, mas eu não vi direito né? Poxa vida.
Só podia ser, bom, eu tinha que me arrumar. Meu cabelo estava amassado combinando com a minha cara no formato do travesseiro.
- Laura, me dá uma escova de cabelo, rápido! - Ela foi e voltou quase como numa dancinha. Escovei o cabelo e desci correndo, era melhor correr do que ir devagar e voltar no meio do caminho, e me conhecendo bem, existiam grandes probabilidades disso acontecer. Abri a porta da sala e olhei, devagarinho. Realmente, ele estava lá, lindo, sorrindo, perfeito. A Laura veio atrás de mim e ficou olhando pela janela, nem liguei, não dava pra dar uma de irmã mais velha nessa hora.

- Oi Clara! - Ele falou com um sorriso lindo eu prestei tanta atenção nisso que demorei um pouquinho pra responder.
- Oi, nossa, por que você veio aqui? - Ele sorriu de novo.
- Então, a Ana sua amiga, veio me procurar. Ela disse que tinha pego os bilhetes que eu ia te mandar nas aulas, e falou que gostava de mim. Mas, eu expliquei pra ela, que eu gostava de você, ela já sabia, claro. E disse pra eu te pedir desculpas, e que você era a melhor amiga dela e sempre vai ser. - Nossa, a Ana devia ter me falado isso antes! Mas, eu fico feliz que ela tenha dito isso, então está tudo bem entre a gente, daqui a pouco a nossa amizade volta ao normal, tudo vai ficar bem.
- Nossa! Que bom que ela falou isso tudo, acho que agora tá tudo bem, finalmente.
Ele não respondeu, só segurou na minha mão e me deu um beijinho na testa. Os dois começaram a rir com os gritinhos histéricos da Laura do outro lado da janela.
- Então - ele falou rindo - essa é sua irmã?
- Sim, a Laura.
- Ela é muito fofa, parece com você.
Nem precisei responder, minhas bochechas responderam sozinhas, com uma sútil cor vermelha.
- Eu já tô indo, só queria te falar isso mesmo. Até amanhã, e manda um beijo pra Laura - ele me falou sorrindo.
- Até amanhã. - E quando eu me virei, ele me roubou um beijo e foi embora.

Acordei no dia seguinte um pouco atrasada, tomei café da manhã correndo e como eu provavelmente já tinha perdido o ônibus, minha mãe me levou de carro.
Desci no estacionamento e dei tchau pra minha mãe enquanto ela ia embora, ajudei a Laura a descer e ela foi correndo falar com as amigas dela, consegui entender algumas palavras, tipo: namorando, irmã e aí já entendi o assunto da conversa.
Virei para o lado para passar pelo portão, e senti um braço se acomodar nos meus ombros, era o amor da minha vida, bom, talvez apenas o primeiro amor da minha adolescência.
Fomos descendo o corredor, até a sala de aula e todos ficaram olhando. Ele era o tipo de garoto, digamos, que era o sonho de todas as meninas da escola.
Olhei para o lado e vi a Ana, ela sorriu pra mim e eu sorri de volta. Agora eu tinha ganhado o dia, o mundo. Estava muito feliz, não estava mais com o rosto corado, o que era importantíssimo. Andava do lado de alguém que eu gostava, e melhor ainda, que eu sabia que gostava de mim, e sabia que a minha melhor amiga estava começando a voltar a ser como era antes.
Podia ter algo melhor? Pelo menos agora? Ah, eu não sei. Mas, pelo menos naquele momento, a minha vidinha de adolescente, era a mais feliz possível. Ah, e por sinal, o nome dele era João.

Fim!

domingo, 22 de agosto de 2010

Je ne sais pas (parte 4)

Já era tarde e eu estava me preparando para dormir, quando o meu celular começou a vibrar que nem louco em cima da mesa. Fui atrás do som, meio zonza. Olhei, era uma mensagem da Ana: "clara, eu preciso conversar contigo amanhã. bj". OI? O que era isso? Minha melhor amiga falando desse jeito comigo, eu não estava entendendo mais nada e uma raiva da Ana estava aumentando dentro de mim. Que absurdo, eu aqui morrendo de alegria e ela me fala isso!
Demorei para dormir, virei de um lado para o outro até que os meus pensamentos foram se misturando com os malucos sonhos que eu tive naquela noite. Acordei e lembrei da mensagem da Ana, o que serviu como um empolgante tapa na cara.

Cheguei na escola, com o cabelo solto e um pouquinho só de maquiagem. Olhei pra Ana, que olhava para a janela. Olhei pra ele, que olhava pra mim. Ah, parecia que eu tinha ido até o céu e voltado! Como era reconfortante olhar naqueles olhos grandes e verdes. Ele me deu um "oi", e eu respondi com o meu típico "oi" tímido, mas ele sorria e eu sorri também.

O professor entrou, então eu corri para o meu lugar, sentei, tirei meu caderno da mochila e vi que estava escrito de lápis na minha mesa: me encontra perto da cantina. Ana, Ana, por que me tratava assim agora? O que eu tinha feito de errado, para ela me tratar assim? Bom, eu precisava prestar atenção na aula dessa vez e deu certo, o sinal bateu e eu saí da sala.
Comprei um suco na cantina, não estava com fome. E dei uma olhada por perto para ver aonde estava a Ana, mas eu não vi ela. De repente e com força, uma mão segurou o meu braço e tampou os meus olhos, eu não sabia quem era. A pessoa me fez andar um pouco e eu ouvia o barulho sumindo. Paramos, e ela destampou meu olhos, e soltou minha mão.
AH MEU DEUS, ERA ELE, ERA ELE, ERA ELE! Eu não conseguia falar, não sabia se ria, chorava, gritava ou saia correndo. Andei um pouco pra trás e ele sorriu.
- Oi Clara, desculpa te trazer aqui desse jeito, tá? - ele corou de leve.
- Ahn, oi. Não tem problema, mas, por que você me trouxe aqui? - eu não corei de leve, claro que não, só senti minha cabeça fervendo.
- Então, eu te trouxe aqui, porque, ah bom acho que você já deve ter visto todos os bilhetes que eu te mandei na aula. - ele riu, nervoso.
- Quais bilhetes? A única coisa que eu vi, foi um recado escrito na mesa hoje. - Agora eu realmente não entendia mais nada.
- Que estranho, eu te mandei vários bilhetes. Bom, deixa, tá tudo bem.
- Não, mas eu não tô entendedo agora, que bilhe - ele tampou a minha boca com a mão e me deu um beijo, que fez com que eu sentisse e ouvisse tudo o que as pessoas diziam que acontecia no nosso primeiro beijo. Minha barriga gelou, eu ouvi sinos, não consegui pensar em nada, e ouvi uma das minhas músicas preferidas. Bom, essa última parte eu não sei se eu inventei para deixar o momento mais especial, mas, mesmo assim, com ou sem música: FOI PERFEITO.

Continua - Je ne sais pas (parte final)!!

sábado, 14 de agosto de 2010

Je ne sais pas (parte 3)

-Oi - ele me disse oi, meu deus do céu. Eu ouvi mesmo, ele falou comigo.
Um "oi" tímido foi o que saiu da minha boca e a dele já engatou um - tudo bem?
- Tudo bem e você? - eu respondi, aí os olhos dele desviaram dos meus e pararam por um segundo nas minhas bochechas, que com certeza já não eram mais da cor natural.
-Tudo também, como foi na sala da coordenadora hoje? - ele deu uma risada, eu tinha que ficar brava, mas não dava. A risada dele era como uma valsa para mim.
-Ahn, não foi muito legal, mas, ela só me disse que eu tinha que prestar mais atenção. Mas, eu não consigo... - nossa, eu nunca imaginava que ia conseguir desenvolver uma frase com mais de 10 palavras na frente dele, foi sobrenatural isso, uau.
-E por onde andavam os seus pensamentos Clara? - EM VOCÊ, EM VOCÊ, EM VOCÊ! Era tudo o que eu queria responder, mas obviamente, eu não consegui, acho que era por isso que eu nunca ficava com ninguém, eu simplesmente não sabia conversar.
-Nem sei, eu fiquei olhando um passarinho lá fora, eu acho. - "eu fiquei olhando um passarinho lá fora, eu acho" isso é resposta para dar pra ele? Como sou burra.
-Hm, bom, eu já tô indo. Foi bom falar com você, até amanhã Clara. E vê se presta atenção na aula, haha.

Eu queria pedir pra ele não descer do ônibus, nunca, nunca mais. Mas eu já estava morrendo de alegria, eu pude conversar com ele! Peguei meu celular e liguei pra Ana, ela precisava saber, comecei a pular e gritar, o que atraiu o olhar de algumas pessoas para mim, mas eu nem ligava, eu estava feliz, feliz, feliz! Ele tinha falado comigo!
Mas a Ana não pareceu muito contente com a notícia, como assim? Ela é minha melhor amiga, eu achei que ia morrer de felicidade. Mas, nem dei muita bola, talvez ela estivesse acabado de brigar com alguém e poxa, como eu ia dar importância para isso, depois do que tinha acabado de acontecer?

Cheguei em casa e fui direto olhar o Orkut dele, eu sei que não é bom parecer que a gente vigia a vida do garoto, mas eu precisava pelo menos mostrar que eu gostei de ter falado com ele no ônibus. E já fui separar a roupa que eu usaria no dia seguinte, peguei até uma maquiagem que ganhei de natal da minha tia, eu não gosto muito de maquiagens, mas, agora era absolutamete necessário.

Continua!

sábado, 7 de agosto de 2010

Je ne sais pas (parte 2)

Era isso, como eu não vi antes. Era isso e só isso, eu gostava dele! Eu, Clara, gostava dele. Cheguei na escola no dia seguinte pronta para me declarar e ganhar um beijo e ser feliz para sempre.
Entrei na sala e era aula de matemática, como ontem, sentei no meu lugar perto da janela. Olhei pra ele, estava lá atrás, e eu no meio. Não seria tão fácil, mas, eu podia tentar. Minha melhor amiga, Ana, sentava entre a gente, então eu podia mandar um bilhete pra ela entregar pra ele. Era isso que eu ia fazer, pronto. Nossa, como era fácil! A gente ia namorar, casar e ter 2 filhos, um menino e uma menina. Moraríamos na Itália e depois voltaríamos pro Brasil. Mas, interrompendo meus pensamentos, uma voz, grave e que eu conhecia muito bem, chamou meu nome:
- CLARA. - Era o meu professor, ai, era mesmo ele. Minhas bochechas, como sempre, começaram a ficar que nem um morango, eu sentia.
- Oi professor - acho que a única parte que deu pra entender foi o "oi", minha voz começou a falhar no meio.
- Clara, essa foi a gota d'água. Direto para a sala da coordenadora. E leve todo o seu material. Agora! - ele estava mesmo irritado.

Eu fui, passei justo pela mesa dele para chegar à porta, e ele estava rindo, como todos os outros (menos a Ana). Aquele corredor parecia gigantesco e escuro, a escada, parecia uma muralha que ia aumentando de acordo com os meus passos. Parecia que eu carregava um elefante na mochila, minha cabeça latejava e eu pensava nele, um pouquinho pelo menos, mas eu só conseguia ver ele rindo da minha cara. Cheguei na porta da sala da coordenadora, que mais parecia uma porta de um castelo da idade média.

Ela falou com uma voz calma - Olá Clara, o que te traz aqui? - eu não sabia o que responder, mesmo. Não era excesso de conversa, nem de brincadeiras de mau gosto.
- Não sei Sônia - eu não sabia e ela não acreditou.
- Clara, eu preciso que você me diga, senão vou ter que chamar seu professor. - Ela estava falando sério e o que eu menos queria era que meu professor viesse.
- Eu acho, que eu não prestei muita atenção na aula.

Estava voltando para a sala, depois de ouvir tudo o que a Sônia disse, não foi lá muito legal, mas deixa. Ela não entendia que a minha verdadeira razão de não prestar atenção nas aulas, nem hoje, nem ontem, era ele. Só ele.
Entrei na sala e sentei no meu lugar em silêncio, agora já era a professora de história que estava lá. Juro que tentei ao máximo prestar atenção no que ela dizia sobre a primeira guerra mundial, revolução russa, Stalin e todas essas coisas. Mas, não deu muito certo, até que o sinal bateu.

E eu fui para o ponto de ônibus, radiante de felicidade. Sabia que ele pegaria ônibus comigo, eu tinha certeza. Passaram vários outros ônibus, como sempre. E o nosso chegou, entrei e sentei lá no fundo. Ele veio também, com o fone do iPod bem enterrado no fundo do ouvido. E sentou, DO MEU LADO.

Continua!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Je ne sais pas (parte 1)

Estava passeando por um blog ontem e me inspirei no modo como os textos eram postados. Não eram aleatórios, era uma sequência de mais ou menos 10 posts, que formavam uma história. Eu adorei e acho que é isso que vou fazer, pelo menos agora. Podem comentar, se der certo, eu faço mais alguns!


Aquela música que ele cantou incessantemente não saia da minha cabeça, eu precisava ouvi-la. Mas, não podia ser naquele momento, meu professor tinha acabado de entrar na sala. Devagar, o barulho foi diminuindo e as pessoas foram se acomodando em seus lugares, eu já estava sentada, há um tempo. Não conseguia prestar atenção na resolução daquela equação gigantesca e me concentrei num passarinho que ficava voando na árvore ao lado da janela.
Estava acompanhando com os olhos, o voo da pequena ave quando ouvi:
- Clara, está me ouvindo? Será que você pode me dizer o resultado desta equação? - era o meu professor falando.
- Oi, ah desculpa professor, eu não prestei atenção. - Senti um calor subindo pelas minhas bochechas, que eu sabia que estavam vermelhas.
- Pois bem, não prestou atenção Clara? Será que na sala da coordenadora você consegue se concentrar? - ele não estava brincando e eu comecei a arrumar as minhas coisas em silêncio para ir pra sala dela. - Não Clara, não é necessário agora. Mas, é a sua última chance, por favor, trate de prestar mais atenção.
Não respondi, só assenti com a cabeça. Ouvi alguns colegas rindo, mas eu não liguei. Tinha que prestar atenção agora, mas, como se aquele ritmo não parava de bater na minha cabeça?

Ouvi o sinal tocar e saí correndo da sala direto para o ponto de ônibus. Passaram alguns que não iam para minha casa, até que o meu finalmente chegou, entrei junto com outras pessoas da minha escola e sentei lá na parte de trás. De repente, me veio o nome da música, ah! até que enfim. Lisztomania da banda de indie rock, Phoenix. Era isso aí, era essa música mesmo. Agora eu estava aliviada, pronta pra resolver todas as equações gigantecas possíveis. Mas, alguém cortou a minha onda de pensamentos alegres. Ele, o garoto que tinha me feito ficar com essa música grudada na cabeça. Estava com os fones do seu iPod bem colocados no fundo do ouvido e pelo que deu pra ouvir, a música devia estar no máximo volume.
Eu ensaiei um oi, mas ele nem ouviu. Meu coração batia tão alto e quase na minha boca quando eu o via, que quase não dava para saber do que se tratava a música que estava tocando no seu iPod (no volume máximo). Não sei o que era aquilo que acontecia comigo.

CONTINUA!