sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mudanças

É sempre bom mudar os ares, renovar as energias e trocar as ideias. Acho que é possível perceber, que o blog sofreu algumas mudanças e que aliás, não foram todas bem resolvidas ainda.
Cheguei em casa e entrei no blog porque queria mudar umas coisinhas. Tinha um botão dizendo que os planos de fundo e os "modelos" do blogspot tinham sido alterados e eu mudei. Claro que achando que poderia voltar ao normal quando quisesse. Pois é, não voltou mais. Problema esse, que causou um certo stress na família e rendeu algumas lágrimas de minha parte.
Agora, não tem o que fazer, vamos nos adaptar... já fiz algumas mudanças, nas cores, fotos, textos, layouts. Mas, a parte do título do blog eu ainda não resolvi direito.
Percebi, que é incrível como algumas inesperadas mudanças podem desestabilizar a gente. Não que essa tenha sido realmente significativa, mas, se o blog é meu, quero que tenha a minha cara e eu estava feliz com o que ele era antes.

Acho que temos que ser mais adeptos a novas ideias, levar a vida um pouco mais na flauta, tudo fica mais leve. As vezes eu me cobro demais, exijo coisas que sei que não vou cumprir. Não que essa pequena mudança tenha gerado uma reflexão tão grande, mas, só contribuiu para uma ideia que eu andava pensando.

Quero levar a minha vida de um jeito mais tranquilo, quero encarar as coisas de um jeito mais azul e mais claro, espero que as pessoas me entendam assim. Quero aproveitar mais cada segundo, por várias vezes perceber que a eternidade não existe. E quero ser mais livre. Não que não fosse feliz, sempre fui, e muito! Mas, simplesmente, introduzi uma nova filosofia de vida, se é que posso chamar assim. Acho que se preocupar demais com os problemas, só nos faz enxergar mais deles a nossa volta. Se era pra mudar o blog, muda tudo, muda com vontade! Enxerga as coisas com um olhar mais infantil, não ingênuo, mas, puro. Como dizia uma propaganda do multishow:

"Ao invés de passar 2 horas no carro, reclamando do trânsito. Passe 2 horas no carro, ouvindo a música que você mais gosta"

É isso.

domingo, 6 de junho de 2010

Amor Adolescente

Essa foi a redação "descritiva" que eu fiz na aula de língua portuguesa. Era para retratar um acontecimento de uma forma detalhada. Eu fiz sobre um casal adolescente de namorados na praia. Espero que gostem:

Amor Adolescente

Tudo naquele lugar brilhava, cada grão de areia exalava, misturado com o cheiro salgado do mar, um cheiro que só os apaixnados conhecem. Senti com as pontas dos meus dedos do pé, a areia quentinha e macia que me tocava com num carinho. A brisa, silenciosa, dançava nos meus cabelos e minha mão, apertava a mão dele como numa súplica de nunca se sentir abandonada.
Às vezes, me lembrava que era bom sentir o ar pelos meus pulmões e respirava, bem fundo, esperando o ar sair devagarzinho. Da minha boca não saia nada, além de mudos beijos apaixonados, que imitavam o movimento do mar.
Andamos um pouco em meio à brisa silenciosa e sentamos bem devagar para sentir mesmo, o corpo afundar na areia que servia de repouso para aquele amor tão adolescente. E juntos, realizávamos movimentos, todos na mais envolvente sincronia.
Ele me puxou pela mão e levantei, um de seus braços envolveu minha cintura e com a outra mão, segurou firme na minha. E no ritmo do mar e na melodia do vento, dançamos nosso amor adolescente.
Senti o calor de sua respiração perto do meu ouvido e escutei, cada palavra que saiu como num poema, que ao juntar-se transformou-se em milhares de borboletas na minha barriga e tambores no meu peito:
- Quer namorar comigo?

E a partir daquele dia, todo cinza, para mim, era cor-de-rosa.



terça-feira, 1 de junho de 2010

Me faz tão bem

Ando numa fase reflexiva, boa, mas, silenciosa. Acho que preciso dar mais atenção para as pessoas que amo, eu tento, juro que tento. Acho que não demora para passar, mas, enquanto está aí, a gente espera e reflete né?

--> essa sou eu quando era pequena!

No meio dos meus pensamentos mais confusos, a saudade de uns pimpolhos começou a surgir bem grande e resolvi ir lá na Serte (lar para crianças abandonadas - Cachoeira do Bom Jesus) de novo, junto com os meus amigos: Manu, Ma e Guará.
Ah como foi bom, como aqueles abraços me fazem bem. Dar um colinho as vezes e saber que naquele momento você está fazendo a diferença na vida de uma pessoinha que já sofreu tanto, é tão bom. A gente cansa, e como cansa! Ficar correndo, cantando, brincando de avião, pulando, pegando no colo, conversando, é cansativo. Mas, os sorrisos as vozinhas te chamando de "tia" são uma das melhores coisas do mundo (fugindo do assunto, assistam esse filme - As Melhores Coisas do Mundo).
Ao mesmo tempo que é muito reconfortante estar lá, surge aquela pontadinha de tristeza, quando imaginamos que os nossos pais estão sempre ali e quando nós vamos embora, as crianças não vão embora também. Eu estava com uma menininha no colo e ela começou a chorar e chamar pela mãe, quase chorei junto. É difícil, não sabia o que fazer, não é uma situação que faz parte da minha vida. A única coisa que fiz, foi embalar ela no meu colo, cantando uma musiquinha. E acho que naquele momento, por mais que ela não se lembre mais, fui importante e me senti importante, senti que estava fazendo a diferença na vida de alguém tão pequeno.
Eles me fazem tão bem, até a dor muscular que estou sentindo no braço é boa, me faz ter a certeza de que fui lá e fiz algo bom. Amo aqueles pequenos, não como irmãos, primos e amigos, mas, como crianças que são um exemplo para todos e que no meio de tantas tristezas, conseguiram achar um tempinho para brincar.