domingo, 28 de março de 2010

Nunca, é sério, nunca que eu ia imaginar isso!

Ai ai, como esse ano já anda passando rápido né? Nossa, eu nem bem pulei as sete ondas no ano novo e já estou tendo as provas bimestrais na escola! Quando eu era pequena, me lembro muito bem que as férias de julho, de duas semaninhas, demoravam uma eternidade para passar e as férias de verão então, chegava a um ponto que era quase um sacrifício. Mas agora, my god, férias de julho é um final de semana prolongado e férias de verão, tá essas talvez ainda sejam grandes, mas, eu não fico nem com uma sombra de saudade da minha rotina. Sério.


E pensando por esse lado, a gente vê como as coisas são possíveis, como tudo é tão possível. Você nunca passou por alguma situação em que tenha pensado algo como: - Nossa, no começo da semana eu nunca teria imaginado que isso iria acontecer.


As vezes é algo tão fora da sua realidade que você nem cogita a possibilidade.




Bom, comigo foi assim: Segunda-feira eu estava lá, assistindo CQC, rindo bastante e essas coisas, claro. Na sexta, fui almoçar na casa da minha amiga linda Flora e recebi a notícia bombástica de que o pai dela era bem amigo do Marcelo Tas (apresentador do CQC) e ele tinha ligado e perguntado se o Hugo não queria tomar um café com ele. O QUE? UM CAFÉ COM O TAS? aaaaaaaaaaaaaaaaaaah, não creio.


Depois de me curar do meu estado de choque, percebi que a Flora estava perguntando se a gente não poderia por acaso, ir também pra dar um oi, tirar uma fotinho, pegar um autógrafo e essas coisitchas... GENTEM, ele deixou!


Tá, agora me diz, quando que eu ia imaginar na segundona a noite vendo CQC, que na sexta, eu estaria cara-a-cara com simplesmente, a cabeça "mandante" do programa. E ainda que a gente deu uma conversada, tiramos a foto, pegamos autógrafo (e ele desenhou um prof. Tiburcio, que era o personagem dele no Castelo Ra Tim Bum - que eu amava) e ainda por cima, fomos convidadas pelo Tas para ir pra SP ver o CQC um dia.




É, eu não consigo acreditar direito ainda.

domingo, 21 de março de 2010

Stand-up Comedy

Gente, fui no stand-up comedy do Marco Luque! Tenho certeza absoluta, que nunca ri tanto na minha vida toda. É imperdível, não tem como não achar graça, saí do teatro com um gostinho de "quero mais". Admito que fiquei um pouco chateada quando soube que ele falava exatamente as mesmas coisas em todos os shows e que nada era improvisado, mas, mesmo assim, parabéns dos dois jeitos, afinal, lembrar de um texto daqueles com a mesma graça de um improviso é muito difícil.
Muito bom, muito mesmo. Sempre acompanhei os vídeos do "Improvável", toda vez que pude assisti CQC e É Tudo Improviso, mas, nunca ri como naquele dia. Nem vou me dar ao trabalho de reproduzir alguma piada dele, não dá muito certo, contei pra minha mãe no carro e ela me olhou com uma cara de: oi?
Tudo bem, superei essa. Tem que ir no espetáculo pra entender a graça da piada, isso eu percebi. Então não percam, acho que ele demora pra voltar, mas, se puderem ver algo assim, já sabem, vocês tem que ir.
Ah, dia 4, 5 e 6 de junho (se eu não me engano), o "Improvável" vem pra Floripa, assim que abrirem a compra de ingressos, tô lá.

Pecados Capitais

É sábado de manhã, não tem aula no dia seguinte, nem preciso dormir mais cedo, instantaneamente, já vem uma senhora preguiça se instalar no meu corpo. Ah, mas convenhamos que é uma delícia desperdiçar um pedacinho da manhã rolando e enrolando na cama.
Não acho que, de todos os pecados, eu cometa muitos, mas uma preguicinha de vez em quando... é tão bom! Já tenho que viver sem ela na escola, na hora da prova, nas aulas de inglês e de música, então, me deixem aproveitá-la em minhas curtas manhãs de sábado.

terça-feira, 16 de março de 2010

Pra minha Compasso

Na minha compasso (Compasso aberto escola livre de música) todas as aulas de musicalização eram uma diversão, que incluia pipoca, banda dos zumbis, jogos, risadas e notas musicais. Saía da sala "grande"e ia direto para o piano, com a minha professora por tantos anos, Denise.

Depois de toda a alegria das aulas, ainda vinham os shows no meio do ano e os tão esperados shows de fim do ano, ah, que delícia, que friozinho na barriga!
E eu fui crescendo e minhas aulas de quinta, passaram para terça e a Maria, minha professora tão querida, foi pra longe, mas, continuei lá, nas minhas aulinhas "pianísticas" com a Dê.
A banda dos zumbis foi perdendo integrantes e uma nova turma ia se formando, com outra professora, com novos desafios. Mas, sem pipoca, afinal, a gente já era meio grande, né?
Comecei a ter aulas pela manhã e minhas aulas de música mudaram pra quarta feira à tarde. Minha turma, na realidade, minha dupla, era o meu melhor amigo, daqueles de infância... minha professora, a Marina, era irmã da Maria, aaaah, como era bom ter aulas com essas duas! A Marina me dava aulas de flauta também, meu novo desafio, depois de tantos anos pianísticos com a Dê.
As aulas de quarta, foram muito bem aproveitadas, mas, como tudo que é bom acaba, a Marina, também foi pra longe. E meu melhor amigo foi também.

E eu continuei lá, indo na Compasso e deixando minhas tardes mais cheias de música. Para não sair da "família", ao invés de ter aula com as irmãs, dessa vez, foi com a mãe das duas, Silvia.
Ela me dava aulas de flauta e me fez um convite, para entrar na banda da escola, que honra não? Entrei é claro, como sempre, aceitando desafios. Na banda conheci gente diferente, toquei música diferente, umas mais antigas, outras quase esquecidas e outras, tão conhecidas. Como eram boas, as aulas que então passaram para segunda-feira.

Outra novidade, escola nova, não, não saí da Compasso. Foi a Compasso que mudou de lugar, uma casa linda, pertinho da outra, com cara de Silvia, de Denise, de Maria, Marina e tantos os outros que a deixavam tão cheia de vida e música. E lá fui eu, me mudei junto pra casa nova, de mala, flauta e agora, a nova novidade, aulas de canto, com a Denise de novo! Saía da flauta, ia pros ensaios da banda, saía da banda, direto pro canto e do canto, pra aula de teoria. Ai, quanta coisa. Ah, mas, era bom, relaxante.

E depois de quase 6 anos, eu saí de "casa", deixei de ir lá toda segunda-feira. No começo, estava empolgada, afinal, teria tempo para fazer outras coisas, mas, eu acho que aquele lugar já é tão parte de mim, quanto eu sou parte dele. E não dá pra esquecê-lo, por isso, estou esperando a saudade estourar, para voltar lá e viver tudo de novo. Não vou abandonar os meus ares musicais, a minha base, o meu descanso, as minhas aulas, a minha música. Pois é, quando a gente tá longe e bate a saudade, é que a gente percebe o quanto ama. Obrigada por tudo.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Criancices


Ontem, em um típico e nada anormal almoço de família, meu primo, chega pra mim e diz:

-Nossa, como você tá grande. Parece uma adulta!

AAAH, meu primo que me vê todo santo dia dizendo isso, realmente, é nessas fatídicas horas que cai a ficha e você percebe que não dá mais pra se incluir no grupo dos menores.

É meio ruim, por um lado, parar de ser criança. Não sei, são tantas coisas, tantas férias e aulas, e brincadeiras... mas, são rápidas. E não temos mais desculpa, pra fazer coisas absurdas, engraçadas e idiotas, não somos crianças mais. Agora, se rimos alto no shopping, são os adolescentes que não sabem se comportar em público.

SIM, a gente sabe se comportar. É que talvez essa grande transição entre infância, adolescência e adultisse, nos faz ter vontade de continuar "brincando", enquanto ainda não somos oficialmente grandes. É bom brincar um pouquinho e dar uma gritadinha de vez em quando, até porque receber um olhar feio as vezes, não tem problema. Quem sabe, sejam esses, que tenham mais vontade de deixar suas "criancices" aflorarem de vez em quando.

terça-feira, 2 de março de 2010

Me romperan la cabeza, mis ideas, no


Hoje, é fácil saber o que acontece na China, em minutos saber as catástrofes do Chile e Haiti, acompanhar ao vivo a ambulância do Michael Jackson nos Estados Unidos, saber como foi o dia da Paris Hilton, descobrir a temperatura do ar condicionado da Beyoncé, enfim, nada mais é segredo.

Viajamos e queremos comprar lembranças únicas daquele lugar, bom, além de produtos "made in China" e bugigangas brilhantes, só descobrindo raras lojinhas que vendam algo único. Se proteger disso tudo? Não sei se dá. Afinal, depois que a coisa atinge a cabeça de todos, só passando por uma crise existencial para não usa-la também. Quem quer ser diferente do confortável padrão?

Mas, as ideias que perambulam pela cabeça - aquelas de quem quer ser por um momento, inovador, diferente, notado - acabam ficando lá, as vezes aparecem mais, as vezes se escondem bem no fundo e parecem nunca ter existido... mas, ninguém quer ser sempre o chato "maria vai com as outras".

Podemos mudar aos poucos, se diferenciar, ouvir uma música diferente, usar uma roupa que seja da SUA própria moda, por, simplesmente querer trazer um pouco de sua própria cor para o lugar onde vive.

Não vire um robô americanizado, mude, inove, pense, faça, viva do seu jeito, por mais que todos queiram viver iguais, escute sua música, use as roupas que você quiser, namore quem você tiver vontade, seja amigo de quem te agrada, não de quem te domina, escolha o grupo que mais tenha a ver com você, mas fique de bem com todos, seja feliz como der na telha, dance na chuva, mergulhe no mar, ria e chore e com isso, traga mais cor pra todo mundo. Não deixe que roubem as suas - só suas - ideias.