sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sem livros de auto-ajuda

Fazia um tempinho que eu não escrevia, eu sei. Sabem como é, escola, tarefas gigantes de matemática, conteúdos novos, essas coisas. Mas, agora, já estou mais adaptada e posso continuar a escrever sempre!
Bom, estou super empolgada para fazer aulas de dança esse ano, dança de salão. Quando eu era menor participei do grupo clichê das meninas que fazem ballet e sonham em ser bailarinas, é a fase passou. Mas, eu sempre gostei de dançar, no chuveiro, na praia (hehe), na sala de tv, no quarto, na chuva, em qualquer lugar que remeta aos filmes românticos de gente que dança.

Amo as artes, em geral, a música, o teatro, a dança, a pintura e quero participar um pouquinho de cada uma delas. Não vejo meu futuro separado dos sonhos coloridos e dançantes, dos desenhos e das peças de teatro, não imagino meu futuro em preto e branco. Quero tudo colorido, feliz, cheio de amigos, de família, de crianças, de sonhos, de música, de cinema, de livros.
Quero ter uma vida cheia de sol, cheia de coisas boas. Sem lemas, sem frases, sem livros de auto-ajuda, só vida. Só alegria, alegria, alegria.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tudo, quase tudo, de novo


O ano começa, com mais uma rodada de alegria, pular as ondas, fazer um pedido, voltar pra casa, dormir, viver o dia seguinte. Passam alguns dias, vem aniversário, com ele os amigos, os presentes, a família, os telefonemas. Aproveitando as férias na ânsia de rever a escola e os amigos todos os dias... no fim, as férias passam mais rápido que uma borboleta e tudo volta ao normal, tudo vira rotina. Começam as aulas, os deveres, as responsabilidades, o cansaço. Mas, a vontade de viver tudo novamente compensa o desânimo de levantar junto com o sol. Passa, um dia, uma semana, um mês, vem os trabalhos e as provas. Mas, logo logo aparecem os primeiros sinais de festa junina e então, ferias de novo. Com férias, talvez uma recuperaçãozinha, mas, tudo bem. Ter pelo menos 2 semanas pra descansar já está ótimo.
As férias de julho que passam como num pisque, terminam e lá vem a rotina se instalar de novo. O alívio são os preparativos para as olimpíadas, reunir a equipe, camiseta, bandeira, hino, coreografia, jogos, é, um alívio entre parênteses. Passa a empolgação de ficar no mais divertido último lugar e é escola de novo. A sombra do final do ano já aparece e com ela o frio na barriga do ano que vem, esse próximo que será o primeiro ano do ensino médio. Até lá, tem um ano inteiro, duas férias, várias semanas, brigas, risadas e feriados, então, por enquanto, vamos aproveitar esse último ano de uma escola que já é quase uma segunda casa, e quando chegar o próximo, aproveita, vai começar tudo, quase tudo, de novo.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Família ê, família a, família!

Minhas férias foram ótimas esse ano, não passaram nem muito rápido, nem tão devagar. Logo depois que as aulas acabaram, veio natal, família, ano novo, festas que a gente tem que fazer aquela social básica com todo mundo. Olha sorrindo pra titia que diz que você está desnutrida, olha sorrindo pra amiga da filha da tia avó que diz que você está mais gordinha que no ano passado, cumprimenta a família inteira durante meia hora e aguenta ficar ouvindo:

- Nossa, mas tá cada vez mais parecida com o pai.
- Cresceu hein? Quantos anos você tem meu bem, 16? (não tia, 14).
- Ah, querida! É a carinha da irmã quando tinha a idade dela!
- Mas, é uma fofinha mesmo né? (Adeus amadas bochechas)
- Oh meu bem, já te apresentei pra sobrinha da minha cunhada?

NÃO!

Mas, sabe, a gente se irrita mesmo, família, a italianada toda reunida e falando alto. Sempre assim. Mas, vai dizer, o que parecia ser uma fingida íntima conversa familiar, acaba desembocando nas fofocas, nas histórias, nas risadas, lamentações, pêsames, mais envolventes possíveis.
E no fim, e a gente vai ver e são 3 horas da manhã e estamos lá, adorando a companhia das titias, da sobrinha da cunhada, da amiga da filha da tia avó, dos primos pequenos que não param de repetir a mesma gracinha enquanto os "babões" batem palmas, dos namorados e namoradas dos primos mais velhos, dos parentes de 3.100 a.C, dos pais, irmãos e amigos da família. Todos envolta da farta mesa de peru, pernil, frutas, panetones, bolos, doces, esperando anciosamente o almoço do dia seguinte para ver todo mundo de novo.